Monthly Archives: Junho 2014

Julho 2014

Espanha na Volvo Ocean Race 2014-15

Espanha na Volvo Ocean Race 2014-15Iker Martinez e Xabi Fernandez voltam à regata à volta do Mundo – Volvo Ocean Race, para tentar a partir de Outubro próximo uma vitória.

Espanha, sede da Volvo Ocean Race, não podia ficar de fora desta mítica regata e nesta quinta-feira, dia 19 de Junho, confirmou o sxto braco para a Volta ao Mundo, que terá os campeões olímpicos Iker Martinez e Xabi Fernandez na tripulação. O patrocinador do barco ainda não foi definido, mas o empresário Pedro Campos, um dos principais patronos da vela mundial, confirmou a campanha espanhola na edição 2014-15, que começa em outubro com a in-port race de Alicante.

Os medalhados olímpicos Iker Martinez e Xabi Fernández, ouro em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008 na classe 49er, terão a chance de reescrever a história da Volvo Ocean Race, já que na edição 2011-12, o Telefónica liderou boa parte da competição, mas a quebra do leme na penúltima etapa tirou as chances de título, que ficou para o Groupama, da França.

A regata, que começa em 4 de outubro, terá, além da equipa espanhola, as equipas do Abu Dhabi Ocean Racing, Dongfeng Race Team, Team Brunel, Team Alvimedica e Team SCA.
Ler mais/Fonte: mundonautico.pt

 

APSS e Associação Portuguesa do Património Marítimo com Protocolo de Cooperação

APSS e Associação Portuguesa do Património Marítimo com Protocolo de CooperaçãoA APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, SA e a APPM – Associação Portuguesa do Património Marítimo celebraram um Protocolo de Cooperação, com o objetivo da promoção e conservação do património marítimo de onde se distinguem as embarcações tradicionais do estuário do Sado a navegar.

Concretamente, o Protocolo permitirá a promover a sustentabilidade da conservação do Património Marítimo Histórico e Cultural Português e a recuperação e conservação das embarcações tradicionais do estuário do Sado a navegar, denominadas “Hiate de Setúbal”, “Zé Mário”, “ Pego do Altar” e “Riquitum”.Concretamente, o Protocolo permitirá a promover a sustentabilidade da conservação do Património Marítimo Histórico e Cultural Português e a recuperação e conservação das embarcações tradicionais do estuário do Sado a navegar, denominadas “Hiate de Setúbal”, “Zé Mário”, “ Pego do Altar” e “Riquitum”.

O Turismo Náutico é uma forte aposta da APSS, que tem vindo a ser desenvolvido em harmonia com as restantes atividades do Porto de Setúbal.O Turismo Náutico é uma forte aposta da APSS, que tem vindo a ser desenvolvido em harmonia com as restantes atividades do Porto de Setúbal.

Para além de outras iniciativas, destaca-se o lançamento da campanha de comunicação “Passeios no Sado” com o objetivo de reunir e divulgar, em diversos suportes de comunicação, informação sobre a atual oferta de passeios em embarcações no rio Sado, contribuindo para a captação de clientes regionais, nacionais e estrangeiros.
Ler mais/Fonte: portosdeportugal.pt

 

Náutica de recreio e AEP no mesmo barco

Náutica de recreio e AEP no mesmo barcoO debate está lançado: o que fazer para dotar Portugal de uma estratégia colectiva que acelere a organização da fileira da náutica de recreio, capacitando-a para competir no mercado global? Foi esta a principal questão suscitada nas reuniões que a Associação Empresarial de Portugal (AEP) levou a cabo nas últimas semanas, de Norte a Sul do país, para apresentar o projecto Portugal Náutico a agentes institucionais, operadores económicos, clubes e federações desportivas.

Trata-se do contributo que a AEP, em parceria com a Oceano XXI – Associação para o Conhecimento e Economia do Mar, pretende dar para que o país possa rentabilizar o enorme potencial do seu território hídrico (2.830 quilómetros de costa atlântica e 620 quilómetros quadrados de bacias em águas interiores). O projecto está em execução até meados do próximo ano e foi desenhado numa lógica agregadora, para promover o envolvimento de todas as entidades relacionadas com um universo de interesses identificado pela sigla MAR: mar, albufeiras e rios.

Isto mesmo foi realçado na recente apresentação pública do projecto, no I Encontro Portugal Náutico, que teve lugar, na Exponor, em Matosinhos, durante o 4.º Fórum do Mar. Em encontro prévio, o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, ficou a conhecer as acções e os propósitos da iniciativa, que lhe mereceu todo o apoio.

Na mesma ocasião, o arquitecto naval português radicado em Inglaterra Tony Castro, que se tem notabilizado na cena náutica internacional pelas suas arrojadas embarcações de recreio, aceitou ser o embaixador do projecto, ajudando a promover o nosso país além-fronteiras.
Ler mais/Fonte: economico.sapo.pt

 

 

Junho 2014

O único cargueiro à vela do mundo

O único cargueiro à vela do mundoEntre as dezenas de embarcações ancoradas na marina da Horta, na ilha do Faial, o bergantim 3 Hombres , com os seus 32 metros de comprimento e altos mastros, chama a atenção de quem passa. À primeira vista, parece um navio deslocado no tempo, que remete para a época das epopeias marítimas, mas o seu objetivo é bem atual.

Concebido pelo austríaco Andreas Lackner e pelos holandeses Jorne Langelaan e Arjen Van der Veen, o projeto 3 Hombres pretende alertar para as “brutais emissões de gases tóxicos provocadas pela marinha mercante contemporânea”. É, atualmente, o único navio cargueiro sem motor a realizar transporte internacional de mercadorias, numa lógica não só de comércio justo mas também de transporte justo, um conceito que pretendem disseminar por todo o mundo.

“Quando chegamos a um novo destino, a primeira impressão dos habitantes é que somos um bando de hippies com ar de piratas mas, depois de explicarmos o nosso projeto, tudo muda”, afirma o capitão Lammert Osinga, 35 anos. E já se começou a espalhar a palavra, como constataram ao aportar pela primeira vez em Manaus, no Brasil. “Havia muita gente à nossa espera, para nos mostrar produtos que poderíamos trazer para a Europa”, recorda. A embarcação, com capacidade para 35 toneladas de carga, foi construída de raiz e à mão, segundo os métodos tradicionais, por mais de 100 voluntários de 25 países. Opera todo o ano entre a Europa, as ilhas do Atlântico, Caraíbas e América. Este ano, expandiu a sua rota até à Noruega, de onde trouxe bacalhau para Portugal. Pelo caminho, passou também por França, a fim de carregar barricas de vinho biológico, que irão envelhecer nos seus porões.

Em paralelo com o transporte de mercadorias, o 3 Hombres funciona como navio-escola. À tripulação profissional de sete elementos juntam-se oito estudantes, que começam por aprender o básico da marinharia à vela. Os alunos iniciam o programa no “degrau mais baixo da escada”, como refere Lammert, e, depois, vão evoluindo de acordo com o tempo a bordo. No final do curso, recebem um certificado, “que pode ir de marinheiro comum a capitão”.

Além de dar nome ao navio, a marca 3 Hombres expandiu-se para o sector alimentar, através da comercialização de chocolate e rum, adquiridos a produtores locais, nas Caraíbas, de acordo com as regras do comércio justo, e, depois, vendidos na Europa, onde se têm revelado um sucesso especialmente o rum de 15 anos, amadurecido a bordo, em barricas de carvalho, durante cinco meses.
Ler mais/Fonte: visao.sapo.pt

 

Achado arqueológico em Esposende

Achado arqueológico em EsposendeA mais recente situação de mau tempo, durante o último Inverno, com violenta ondulação na costa, pôs a descoberto um achado inédito, em Esposende, que tem vindo a ser recuperado e tratado pelo núcleo arqueológico da Camara Municipal, composto por traves de madeira pertencentes a navio ou navios ali naufragados, com destaque para munições de vários tipos e grande quantidade de artefactos em estanho e latão.

Neste achado foi determinante a acção responsável de uma família residente próximo à praia de Belinho, em S. Paio de Antas, cujo empenho na recolha dos artefactos e posterior comunicação à Camara Municipal merece um público louvor. Os materiais encontrados poderão estar eventualmente ligados a dois sinistros, um na Época Romana, com centenas de materiais cerâmicos, e um outro na Época Moderna (contemporânea ao período dos descobrimentos), de que fazem parte as peças da própria embarcação e a já citada larga quantidade de artefactos metálicos.

Toda a costa marítima de Esposende tem servido de palco ao longo dos anos a diversos tipos de sinistros marítimos, estando referenciadas numerosas situações de navios encalhados nos “Cavalos de Fão”, onde alguns acabaram por se perder. São conhecidos também sinistros resultantes da formação de densos mantos de nevoeiro, durante o verão, e inevitavelmente outros tantos provocados por vaga alterosa durante a passagem de violentos temporais. E da mesma forma terá de ser considerado o afundamento de navios mercantes por submarinos, em ambos os períodos das duas guerras mundiais, tal como antes, pela acção do corso, que no passado aterrorizou os marítimos do norte do país.

Este e outro património cultural previamente recolhido, encontra-se protegido através da entidade que tutela o respectivo património, i.e. a Direcção Geral do Património Cultural (DGPC), através do Centro Nacional de Arqueologia Náutica3057 02 e Subaquática (CNANS) – a tutela do território onde ocorrem os achados – Parque Natural do Litoral Norte (PNLN), Capitania do Porto de Viana do Castelo e a União de freguesias de Belinho e Mar – para além da tutela da segurança territorial – Polícia Marítima, Delegação Marítima de Esposende, GNR – Posto Territorial de Esposende e Subdestacamento de Controlo Costeiro de Esposende.

Por força deste extraordinário achado, neste ano, o grupo de investigação foi alargado, integrando especialista nesta área, casos da Doutoranda Maria Luísa Pinheiro Blot, Prof. Dr. Jean-Yves Blot, Prof. Dr. Luís Filipe Castro e Doutorando José António Bettencourt. Paralelamente o grupo conta com o valioso contributo de José António Samuel, desenhador naval e especialista em réplicas de embarcações quinhentistas. Uma nova infraestrutura logística apoia este projeto, constituida por uma biblioteca especializada (Centro de documentação) e por um laboratório de conservação – em rede com o Museu D. Diogo de Sousa (Braga), o Museu Marítimo de Esposende e o Gabinete de Arqueologia da Camara Municipal de Vila do Conde, três equipamentos que através de protocolo otimizam os recursos e o conhecimento de cada um – e a criação de um grupo de investigação permanente para o estudo e divulgação cultural, nos quais se destacam os consultores Prof. Dr. Carlos Alberto Brochado de Almeida, o Prof. Dr. Rui Morais, a Prof. Daª Helena Granja e os arqueólogos da autarquia de Esposende, Drª Ana Paula Almeida, Drª Ivone Magalhães e Rui Cavalheiro.
Ler mais/Fonte: revistademarinha.com

 

Tripulação mais jovem da Volvo Ocean Race terá Paul Cayard como monitor

Tripulação mais jovem da Volvo Ocean Race terá Paul Cayard como monitorO Team Alvimedica, barco de bandeira dos EUA e Turquia, será a equipe mais jovem da Volvo Ocean Race 2014-15. A tripulação, formada por velejadores com até 30 anos, terá o comando dos norte-americanos Charlie Enright e Mark Towill. A novidade foi a escolha de Paul Cayard, um dos maiores nomes da modalidade, que será uma espécie de mentor dos jovens atletas do Team Alvimedica. O ícone da vela mundial já participou de testes com a equipe em Cascais, em Portugal, base de treinos do time. “Escolhemos o lendário Paul Cayard, que venceu a regata de 1997-98, e é um dos grandes da vela. Ele sabe tudo sobre a Volvo Ocean Race e sobre a modalidade. É um especialista em oceano e em regatas curtas. Vale a pena absorver seus conhecimentos”, disse Charlie Enright.

Paul Cayard, como citou Enright, venceu a edição 1997-98 da regata a bordo do EF Language. Agora com o chancela de mais experiente e campeão, o velejador norte-americano quer passar seus ensinamentos ao time mais novo da Volvo Ocean Race. “Esses caras me fazem lembrar de quando comecei. Eles ainda estão ‘verdes’, mas estão abertos a aprender tudo o que podem. Foi importante esse período de testes em Cascais”. O velejador Paul Cayard, além da vitória na Volvo Ocean Race, já correu a America´s Cup e os Jogos Olímpicos.

“Esses meninos já mostraram coragem de sobra pra fazer essa campanha. Agora eles vão precisar de treinos para enfrentar essa aventura, por isso precisam pensar fora da caixinha, inovando. Foi assim que fizemos em 1998 com o EF Language, que foi flexível e se adaptou bem às regras. O Team Alvimedica está tomando o mesmo caminho”, finalizou Paul Cayard. A equipe ainda não foi 100% definida, mas certamente o Team Alvimedica pulou na frente ao escolher esse ícone da vela para se juntar ao time.

A Volvo Ocean Race começa em 4 de outubro com a primeira in-port race em Alicante, na Espanha, antes da primeira perna até a Cidade do Cabo, na África do Sul. A regata tem ao todo 38.739 milhas náuticas e termina em Gotemburgo, na Suécia.
Ler mais/Fonte: trilhaseaventuras.com.br