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Junho 2013

Há cada vez mais barcos roubados em Portugal

Há cada vez mais barcos roubados em PortugalSão cada vez mais os barcos e os motores fora de borda furtados em Portugal. Em apenas três anos, o aumento foi de 45%, período em que foram levadas 83 embarcações e 289 motores. Os números de 2012 revelam uma quase duplicação de casos face a 2010, o que tem uma explicação já identificada: são muito procurados no mercado negro da Europa de Leste e é para lá que estão a ser levados.

“Até 2008, 2009, estas embarcações e motores eram furtadas para o tráfico de clandestinos do Norte de África para a Europa”, nomeadamente para Espanha, embora alguma emigração ilegal tivesse vindo também para Portugal, diz à Renascença o chefe da divisão de operações e informações da Polícia Marítima, o comandante Mendes Cabeças.

“A partir de 2009, o mercado tomou outro rumo”, descreve o comandante. O tráfico faz-se por via terrestre e está actualmente nas mãos de ucranianos. “Há cerca de dois, três anos, conseguimos desmantelar uma rede que tinha uma cabeça em Madrid, um romeno, que recebia todo este material furtado e a partir de Madrid exportava para países de Leste. Pensámos que tínhamos desmantelado esta rede. No entanto, temos novos infractores ucranianos instalados em Portugal e Espanha”, precisa Mendes Cabeças. Em causa estão embarcações relativamente pequenas, sobretudo veleiros e botes até aos seis metros de comprimento, o que se percebe dada a dificuldade do transporte e o destino que vão ter nos lagos e rios do Leste Europeu.

A Polícia Marítima não consegue descrever exactamente como se fazem desaparecer barcos, mas sabe onde são denunciados mais casos. A zona de Lisboa lidera a lista de participações de furto de embarcações, com 23% dos casos, seguida das zonas de Olhão e Tavira, ambas no Algarve. O cenário é muito semelhante no capítulo dos motores fora de borda, com as regiões de Lisboa e Algarve a somarem metade dos furtos registados e o destino a ser, em grande parte, a Europa de Leste. Só no ano passado desapareceram 121 motores, a maioria de menor dimensão, entre os 15 e os 25 cavalos.

Ao contrário das embarcações, os motores são furtados em qualquer lugar, mesmo em casa dos proprietários. “Neste mês de Abril tenho dois exemplos – um motor que foi furtado de um alpendre de uma casa de um cidadão holandês que vive no Algarve e de outro cidadão nacional, que tem uma casa também no Algarve”, conta o comandante Mendes Cabeças. A Polícia Marítima garante que o problema está a ser acompanhado e devidamente investigado, não só em Portugal como no conjunto dos países europeus. Ler mais/Fonte: rr.sapo.pt

 

Discussão Pública sobre a Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020

Discussão Pública sobre a Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020A Estratégia Nacional para o Mar é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal, para o período 2013–2020, no que se refere ao modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo prazo para o crescimento económico, inteligente sustentável e inclusivo, assente na componente marítima.

A concretização e os resultados desta política, transversal e multissectorial, dependem do envolvimento dos agentes públicos e privados, pelo que é determinante a sua participação na formulação desta Estratégia. Apela-se à ampla participação da sociedade portuguesa, como passo fundamental para garantir o reconhecimento e a partilha da visão e dos objetivos estabelecidos.

Por deliberação da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM), foi estabelecido um procedimento de discussão pública do documento, a decorrer entre 1 de Março e 31 de Maio de 2013. Deste modo, a Direção-Geral de Política do Mar convida todos os interessados a participar através do preenchimento do “Formulário de Participação no Processo de Discussão Pública”, disponibilizado nesta página e que deverá ser enviado para o endereço de correio eletrónico: enm@dgpm.gov.pt até 31 de Maio de 2013. Ler mais/Fonte: dgpm.gov.pt

 

O professor, o agricultor e o pescador a quem os fundos mudaram a vida

O professor, o agricultor e o pescador a quem os fundos mudaram a vidaJoão Revez, Diogo Ferreira e Carlos Aldeia têm em comum os apoios comunitários que lhes provocaram enormes mudanças nas suas vidas. O DN conta a história de três portugueses, de distintas profissões, que recorreram aos fundos da União Europeia.

O professor de Matemática, há dez anos, virou-se para a formação profissional e com o estímulo do programa Novas Oportunidades chegou a conseguir um rendimento da ordem dos 2400 euros brutos. O agricultor apresentou uma candidatura ao Programa de De-senvolvimento Rural para produzir uvas sem grainha e avançou com um investimento de 500 mil euros, apoiado em cerca de 60% por fundos comunitários. O pescador de Sesimbra aderiu ao programa de abate de barcos e mandou demolir o seu Só Pesca pensando que ia receber 130 mil euros, mas depois dos impostos só teve direito a 35 mil.

Quando acabou o curso de professor de Matemática, na Universidade da Beira Interior, João Revez, de 37 anos, ainda tentou a sua sorte nas escolas públicas, percorrendo “de mala às costas vários pontos do País, do Alentejo a Lisboa e a Palmela”. Há dez anos, decidiu voltar-se para a formação profissional. E não se arrependeu. Com os fundos comunitários a circularem para a formação profissional, não demorou a conseguir uma vida “relativamente confortável” a dar formação. Primeiro em Santiago do Cacém, mais tarde em Beja, perto da sua terra natal de Serpa, onde se mantém até hoje. Ler mais/Fonte: dn.pt